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BRASIL, Sudeste, NITEROI, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Portuguese, Música, Livros MSN -
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Felicidade éSe tudo na vida é relativo, Relativa também é a idéia Que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é Dinheiro no bolso, Cerveja na geladeira, Roupa nova no armário.
Para outros, a felicidade Representa o sucesso, A carreira brilhante, O simples fato de se achar importante Ainda que, na verdade, as coisas não sejam bem assim.
Para outros tantos, Ser feliz é conhecer o mundo, Ter um conhecimento profundo Das coisas da Terra e do Ar.
Mas, para mim, ser feliz é diferente. Ser feliz é ser gente, É ter vida, Que como dizia o poeta: "É bonita, é bonita e é bonita..."
Felicidade é a família reunida, É viver sem chegada, sem partida, É sonhar, é chorar, é sorrir...
Felicidade é viver cercado de amor, É plantar amizade, é o calor Do abraço daquele amigo Que, mesmo distante, Lembrou de dizer: "Alô"!
Ser feliz É acordar às cinco da matina, Depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo dia Um sorriso de criança. É a música, é a dança, É a paz, é o prazer De descobrir a cada dia Que a vida se inicia novamente, A cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela, É chá de maçã com canela, E pipoca na panela, É um CD bem mela-mela, Para esquentar o coração.
Ser feliz é curtir sol radiante, Frio aconchegante, Chuvinha ou temporal. Ser feliz é enxergar o outro E, sabe se lá, quantos outros, que cruzam nossa estrada.
Ser feliz é fazer da vida Uma grande aventura, A maior loucura, Um enorme prazer.
Ser feliz é ser amigo Mas, antes de tudo, é ter amigos, Maravilhosos, Exatamente assim: Como vocês!
Autor desconhecido 
Escrito por wind.aguiar@bol.com.br às 14h35
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A arte de ser felizHouve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles

Escrito por wind.aguiar@bol.com.br às 14h07
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